“Glee” ganhará reboot no Disney+ e Hulu com Ryan Murphy de volta

Nova produção foi oficialmente encomendada, mas ainda não possui data de estreia ou elenco confirmado

Alguém voltou a afinar o piano do auditório da William McKinley High School. O Disney+ e o Hulu confirmaram nesta quarta-feira, 21 de outubro, que “Glee” ganhará uma nova versão — 11 anos após o encerramento da série original.

O anúncio foi feito pelas plataformas nas redes sociais, acompanhado da frase: “É oficial, Glee está voltando”. A produção ficará novamente sob responsabilidade da 20th Television, estúdio que também realizou a série original. Até o momento, detalhes sobre a história, o elenco e a data de estreia permanecem guardados no armário do coral.

Ryan Murphy retorna ao universo de “Glee”

Ryan Murphy, cocriador da produção original, estará envolvido no novo projeto. Ele já havia revelado que escreveu um roteiro ao lado de Brad Falchuk e Ian Brennan, seus parceiros na criação da série.

Murphy também contou que conversou com cerca de dez integrantes do elenco original e que eles demonstraram entusiasmo com a possibilidade de retornar. Entretanto, nenhuma participação foi oficialmente confirmada.

Lea Michele estaria negociando para interpretar Rachel Berry novamente, mas o acordo ainda não foi anunciado pelas plataformas. Portanto, apesar da expectativa, ainda não é possível afirmar que várias estrelas originais estarão no reboot.

Um fenômeno musical dos anos 2000

Exibida entre 2009 e 2015, “Glee” teve seis temporadas e 121 episódios. A história acompanhava o New Directions, coral de uma escola pública de Ohio formado por alunos que encontravam na música um espaço de pertencimento.

A série transformou versões de músicas famosas em sucessos, popularizou mashups e ajudou a apresentar grandes clássicos a uma nova geração. Também abriu espaço para discussões sobre identidade, sexualidade, bullying, preconceito, amizade e aceitação.

Durante sua trajetória, “Glee” conquistou seis prêmios Emmy, diferentes Globos de Ouro e dois prêmios GLAAD de Melhor Série de Comédia.

Mas o tempo também revelou problemas. Algumas piadas envelheceram mal, determinadas histórias perderam o rumo e nem todas as representações foram conduzidas com o cuidado que mereciam. Talvez justamente por isso uma nova versão tenha material de sobra para atualizar — ou repetir — os acertos e os erros do passado.

Reboot, continuação ou reencontro?

A grande dúvida agora é qual caminho a produção seguirá. Teremos uma nova geração tentando salvar o coral? Os antigos integrantes voltarão como professores e mentores? Ou o projeto apostará completamente na nostalgia?

Com redes sociais, fama instantânea, cancelamentos, inteligência artificial e músicas viralizando em poucos segundos, o ambiente escolar e a indústria musical mudaram muito desde a estreia de “Glee”. Resta saber se a nova produção conseguirá conversar com esse cenário sem perder o humor ácido, a emoção e a energia caótica que fizeram da série um fenômeno.

O retorno certamente despertará curiosidade e talvez coloque uma nova versão de “Don’t Stop Believin’” nas paradas. Mas, em uma época na qual praticamente toda produção conhecida recebe uma continuação, remake ou reboot, fica a pergunta:

Precisava mesmo?

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